Com a proposta de apresentar diferentes tipos de interação, a partir de diferentes interfaces e idealizadores, foi realizado um Seminário com o tema Interação, onde os diversos grupos levaram para a sala de aula alguns tipos de objetos interativos/intervenções, cujo objetivo era fomentar uma discussão acerca das lógicas digital e analógica.
Arquiteturas Biológicas (1969/2012)
por Lygia Clark
Feita de sacos de nylon e plástico, a obra de Lygia pode ser experimentada e vestida por quem interage. Com esse fomento para o contato entre as pessoas, a autora faz uso de materiais simples para propor uma interação analógica, uma vez que não faz uso de tecnologia alguma para chegar a tal feito. Apesar de não recorrer ao recurso tecnológico,tal obra exerce, de fato, a sua capacidade de fazer com que diversas pessoas interajam e usem o objeto de diferentes maneiras.
Fiztania (2015)
por Specular
A instalação Fitzania é parte jogo, parte check up médico: ela examina maneiras de fazer o cuidado com a saúde ser mais individualizado e divertido no dia a dia. O projeto consiste em um jogo que analisa e faz um diagnóstico durante a imersão de quem interage. Através de esferas repletas de sensores, os quais transformam o objeto em um kinect, o "jogador" imerge em uma plataforma digital repleta de obstáculos a serem percorridos. Diferentemente da obra proposta por Lygia Clark, Fitzania se trata de uma instalação de cunho digital, uma vez que usa - e muito - do recurso tecnológico para atrair pessoas e fazer com elas interajam.
Apesar das propostas de ambos os aspectos tratados serem abordadas de maneiras totalmente diferentes ( maior uso do corpo em comunhão com outros, menos ou mais uso de tecnologia), pode-se inferir que os dois são eficientes no quesito de fazer com que pessoas interajam e se apropriem da instalação/objeto.

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