Na dinâmica de recombinação de
objetos interativos, tive que repensar o do aluno Henrique Dias, o qual se
tratava de uma releitura da obra “Diálogo: Óculos”, de Lygia Clark. A partir de
uma análise de todos os objetos criados pela turma, selecionei alguns, cujos
propósitos – e até mesmo formatos – poderiam se acoplar ao produto final
entregue pelo Henrique.
Tentando repensar a estrutura do
objeto, optei por trocar as engrenagens existentes pelo objeto da aluna Bárbara
Mirelli, cujo formato e design permitem flexibilidade e mais possibilidades de
movimentos, além do “vai e vem” gerado pela conformação das hastes de madeira
originais. Para acoplar o objeto da aluna através do circuito, pensei que seria
interessante fazer com que o movimento do formato fizesse girar potenciômetros,
os quais alterariam a emissão de som no fone de ouvido da pessoa que o está
usando.
Através da junção entre os objetos
dos alunos Pedro Viana e Tayná Marques, seria possível ligar o MP3, para quem
está interagindo poder ouvir o som pré-definido. O vestível desenvolvido por
Pedro é capaz de se adaptar ao corpo das pessoas, e tem o objetivo inicial de,
ao ser pressionado, emitir algum som; já o item da Tayná faz tocar melodias,
conforme pressiona-se a superfície existente. Com dois objetos relacionados à
pressão, acoplando um ao outro, é possível fazer com que, ao pressionar o
sensor acoplado no vestível, seja ligado o mini MP3.
Acoplando o sensível vestível ao
maleável visor, cria-se um objeto vestível e de diversos meios de interação,
abrindo possibilidades de movimento para quem está interagindo. O objetivo
primordial do desenvolvedor do objeto em análise não se desfez, uma vez que os
usuários continuam a ter uma experiência sonora e sensitiva diferenciada, porém
essa se dá de maneira mais aberta a explorações – aproximação de um caráter dialógico e
programático- e diferentes sensações
(como o toque, por exemplo).





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