A obra escolhida pelo grupo foi a galeria Adriana Varejão. À primeira vista, o espaço em que a galeria está instalada me pareceu bastante misterioso; a decoração da parte da frente da edificação me chamou muito a atenção, já que a composição natureza-água refletora-edificação possui uma enorme beleza.
Ao entrar na galeria, havia um cheiro parecido com eucalipto, reinava um silêncio e as obras eram bastante interessantes. Ao percorrê-la, tivemos a impressão de que a mesma possuía o intuito de nos fazer libertos ao final do percurso. O prédio é todo fechado, possui apenas uma entrada e uma saída - por isso pensamos que a obra possuía o sentido de "libertação", já que entramos em uma estrutura muito fechada mas saímos por praticamente uma cobertura aberta.
Apesar da interpretação das obras serem do próprio observador (após a leitura das descrições delas, soubemos seus reais significados), o prédio nos conduz, mesmo que sem percebermos, a um certo percurso; por exemplo, para acessar o último estágio da obra (último andar), é necessário passar por toda a galeria novamente.
A galeria, como a maioria das outras no Inhotim presentes, assemelham-se a naves espaciais ou residências futuristas inseridas em uma paisagem natural. Na minha opinião, tal composição é harmoniosa, tendo um aspecto bem bonito; analisando a galeria como um todo, fiquei bastante agradado, podendo eu classificar a obra da Varejão como uma das melhores - e mais belas - das que visitei.


0 comentários:
Postar um comentário